quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Em discurso nos EUA, Ernesto Araújo critica 'alarmismo climático'

[Em discurso nos EUA, Ernesto Araújo critica 'alarmismo climático' ]
Foto : Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Dentro de um dos principais gabinetes estratégicos conservadores de Washington, a Heritage Foundation, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, fez uma mensagem com críticas ao que chamou de “alarmismo climático” que seria usado pela mídia e pelo “sistema político”, como resposta à chegada de um governo como o de Jair Bolsonaro no poder.

De acordo com o Estadão, Araújo comparou pedidos para boicotar produtos brasileiros, como reação às queimadas na Amazônia, à “justiça stalinista”.

Para o ministro, no passado, se usou “justiça social como pretexto para ditadura e agora estão fazendo o mesmo com o clima”.

“Parece a justiça stalinista para mim: acusar, executar. Aí você diz: onde está a justiça? Onde está o Estado democrático? As pessoas respondem 'crise climática, cale-se'”, declarou Araújo, no discurso que acontece 13 dias antes da primeira participação de Bolsonaro na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Na ocasião, o mandatário brasileiro deve ser questionado por outros países sobre a situação da Amazônia e a condução de políticas ambientais durante sua gestão.

O ministro ainda disse acreditar que questionamentos aos governos de Bolsonaro e de Donald Trump, nos Estados Unidos, são uma reação por ambos não fazerem parte do “sistema”.

“Trump e Bolsonaro são parte da mesma insurgência, que eu chamaria de insurgência universal contra a besteira. (…) O que mobiliza brasileiros, 'brexiters' e eleitores americanos? É uma revolta contra ideologia”, disse Araújo.

Ele disse ainda que “o ponto do climatismo é acabar com o debate democrático” e que “nem comer carne é permitido mais”.

“Depois de todas as experiências ruins no mundo sobre socialismo, como alguém pode sonhar em impor controle socialista da economia em um país como os EUA? Nunca através do debate democrático, é claro, somente através de uma declaração de emergência. Então 'crise climática'. Como alguém em tempos de paz pode sonhar em quebrar a soberania de um país como o Brasil dizendo que a Amazônia está em chamas? De novo por causa de ideologia, dessa reclamação de crise climática, 'vamos salvar o planeta'”, disse Araújo. “O clima se tornou o silenciador do debate”,completou.

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